A linguagem de programação Python, uma das mais populares do mundo, vai
deixar de usar os termos “mestre” e “escravo”. Em tecnologia, essas
palavras se referem a um componente que tem controle total sobre outros
(master), ou que é controlado por outros componentes (slave). No
entanto, isso motivou um debate acalorado sobre escravidão e
diversidade.
“Por motivos de diversidade, seria bom tentar evitar a terminologia ‘mestre’ e ‘escravo’, que pode ser associada à escravidão”, escreve Victor Stinner,
desenvolvedor na Red Hat. Ele fez um “pull request” — uma proposta de
mudança no código — para remover os dois termos da linguagem Python.
Assim começou uma enorme discussão com argumentos a favor e contra a
proposta. O criador do Python, Guido van Rossum, se aposentou em julho
mas voltou para resolver a polêmica: “três dos quatro pull requests de Victor foram mesclados”, isto é, foram aceitos.
Daqui para a frente, o termo “escravo” será substituído por “workers” ou “helpers”, e “master process” virou “parent process”.
Nos comentários, o desenvolvedor Raymond Hettinger foi um dos que
discordou da mudança: “não deveríamos deixar que noções vagas do
politicamente correto moldem usos do inglês”, ele escreve. “É realmente
necessário poluir a base de código do Python com a
ideologia/terminologia de SJWs [justiceiros sociais]?”, perguntou
Gabriel Marko.
O mais interessante disso foi os comentários dos internautas, veja alguns:
"Como assim PARENT process?
"Minha opinião sobre esse assunto se resume a uma palavra: FRESCURA!"
"Fui até um depósito de hardware antigo e removi os jumpers de TODOS os dispositivos IDE que encontrei, agora são todos iguais."
